quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Primeiros passos... para funcionamento da Sala de AEE







Primeiros passos...

Este é um espaço para que possamos compartilhar nossas experiências nas Salas de Recursos Multifuncionais, assim como eu há muitas professoras iniciando este novo desafio.
Aqui ficarão registradas as etapas, desde o início da sala. 

Muitos colegas me escrevem pedindo orientações, perguntando como começar, o que fazer primeiro, qual o momento certo para iniciar com os alunos e tantas outras dúvidas, por isso vou descrever como minha sala vem "acontecendo". 

Esta sala deve ser preparada com calma, sem precipitações para que os atendimentos ocorram de forma eficiente.

Sugestões de acordo com minha prática:

Receber todos os materiais - dica importante: organize todas as notas fiscais em uma pasta, mantenha todos os documentos, ou cópias, em ordem e de fácil acesso;
Organização da sala -  prepare sua sala com muito carinho, confiante de que este será um local muito importante para sua escola, para os professores que nela trabalham, para você e principalmente para os alunos que serão atendidos;

Apresentação da sala - vá até as salas de aula, converse com os alunos e pesquise como eles reagem diante de uma pessoa com deficiência e se existem pessoas com deficiência em suas famílias. Explique a função desta nova sala e a quem ela se destina. Depois convide os alunos para conhecer a sala, mostre os materiais, jogos, livros, enfim, tudo o que já estiver a disposição para os atendimentos. Propor um retorno como ilustrações e poesias sobre a visita é outra dica;

Alunos atendidos - este é o momento para verificar quais os alunos serão atendidos. Verifique a série, idade e dificiência. Leia as informações contidas na escola (geralmente este material fica com a orientação) para começar a conhecer os alunos. Após esta listagem, acompanhe os alunos nas salas de aula, observe como eles interagem com os colegas, suas dificuldades diante da atividades e suas habilidades;

Organização dos horários - agora que você já pode organizar os horários dos atendimentos (dia da semana, horário, duração e se o atendimento será individual ou em grupo). Lembre-se que este é um horário provisório que poderá ser modificado após a reunião com os pais;

Reunião com a equipe pedagógica da escola - este é um momento para que detalhes sobre a sala possam ser discutidos e as reuniões para os professores e os pais seja planejada;

Reunião com os professores da escola -  esta reunião é muito importante para que os professores entendam com clareza o que é uma sala de recursos multifuncionais, o que é o AEE e quais alunos srão atendidos. Este é o momento para explicar aos professores que o AEE não é um reforço escolar e o trabalho será em conjunto com articulações entre os professores de sala e a professora da SRM;

Reunião com os pais dos alunos - nesta reunião é importante exclarecer aos pais exatamente o que é o AEE e qual o tipo de atendimento que seus filhos receberão. Nesta reunião será explicado todo o funcionamento da sala, dias, horários, duração. Neste momento poderá ser entregue aos pais um caderno/agenda com orientações e horários, esta agenda servirá para anexar relatórios e como meio de comunicação entre pais, professores de sala e professora da SRM. Certamente ao final da reunião os pais ficarão curiosos para conhecer a sala. É importante que eles sejam recebidos com atenção e carinho para que possam se sentir seguros do trabalho que será realizado;

Início dos atendimentos - uma boa dica é iniciar os atendimentos uma semana após a reunião com os pais, assim é possível reorganizar os horários, se for necessário;

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


Sugestões de atividades: oficina de psicomotricidade

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

UMA JOANINHA DIFERENTE...


Regina Célia de Melo

Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas...
Por isso ela era diferente.
As outras joaninhas não davam bola prá ela. Cada qual com suas bolinhas, viviam dizendo que ela não era uma joaninha.
A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer...
Comprar uma capa de bolinhas?
Ou, quem sabe, ir embora para longe, muito longe dalí?
Ela pensava e pensava...
Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha
verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim...
Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam
e continuou sua vida de joaninha sem bolinhas...
Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que
para elas não era uma joaninha!
Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma idéia...
contou tudo para o besouro preto, que é parente distante das joaninhas.
Decidiram ir à casa do pássaro pintor e contaram a ele o que estava acontecendo.
O pássaro pintor, então, teve uma idéia. Pintou com capricho o besouro, que
ficou parecendo uma joaninha de verdade...
E lá se foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro
disfarçado.
No jardim ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha.
A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um
minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto,
perguntou:
- Quem é a verdadeira joaninha?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A ESCOLA DOS BICHOS

A ESCOLA DOS BICHOS
 
Rosana Rizzuti
 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



O Sapo e a Raposa

Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim.
Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe.
Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo grande, e esta era a razão pela qual ninguém se aproximava dela.
Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que se afastasse dela imediatamente.
O sapo, muito humildemente, disse:- Está bem, se é assim que você quer...
Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la murcha, sem folhas nem pétalas.
Penalizado, disse a ela:
- Que coisa horrível, o que aconteceu com você?
A rosa respondeu:
- É que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era.
O sapo respondeu:
- Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a mais bonita do jardim...
Muitas vezes desvalorizamos os outros por crermos que somos superiores a eles, mais "bonitos", de mais valor, ou que eles não nos servem para nada.
Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Todos temos algo a aprender com outros ou a ensinar a eles, e ninguém deve desvalorizar a ninguém.
Pode ser que uma destas pessoas, a quem não damos valor, nos faça um bem que nem mesmo nós percebemos.
Que Deus nos abençoe e nos ajude a enxergar a "beleza" dos outros.