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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
21 DE SETEMBRO – DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.
Esta data foi institucionalizada pelo Movimento de Pessoas com Deficiência, que sentiram necessidade de um dia para manifestar, comemorar conquistas realizadas e, reunir novas forças para lutar e garantir direitos de cidadania. Hoje ela integra o calendário de comemorações oficiais.
O Movimento de Pessoas com Deficiência existe há mais de 30 anos no Brasil e, no decorrer destes anos muito já foi conquistado e, muito ainda temos a conquistar. Na Constituição Federal, promulgada em 1988, vários são os artigos, no campo dos direitos sociais, que conferem direitos às PcDs (Pessoas com Deficiência). A Lei Orgânica de Assistência Social, a LOAS, indica as PcDs como um dos segmentos a serem priorizados nas Políticas de Assistência Social. As Leis Orgânicas dos municípios, também tem artigos dedicados às questões do dia-a-dia das PcDs. Faz-se necessário tornar esses direitos realidade, a partir das necessidades concretas dos próprios interessados, as PcDs.
Começamos pelas barreiras arquitetônicas, que apesar das leis que garantem acessibilidade, muitos lugares ainda são inacessíveis para as PcDs. O sagrado direito de ir e vir, que é garantido a todo cidadão livre, também é negado as PcDs, pois os ônibus de São João da Boa Vista ainda não são adaptados para o embarque de cadeirante e pessoas com mobilidade reduzida. As PcDs enfrentam também dificuldades de acesso à educação e, conseqüentemente a uma boa formação profissional. Ainda temos nos dias de hoje, século XXI, com todo nosso avanço cultural e tecnológico, PcDs em todos os níveis, vivendo escondidas em suas casas, excluídas do convívio social.
21 de setembro é dia de luta pela inclusão social, pela convivência nas ruas, nos parques, escolas, pelo direito ao lazer, a saúde, a reabilitação, em fim, luta pelo direito a cidadania plena.
21 de setembro é dia de luta pelo direito de ser feliz, e ser feliz não é fácil onde o modelo padrão, o ideal do ser humano, continua sendo o macho, jovem, branco, inteligente e não deficiente. Não é fácil ficar sempre como reserva da reserva, sem oportunidade de participar do processo.
21 de setembro é uma data de afirmação de direitos e de diferenças. Reconhecer que as pessoas são diferentes; que umas andam bem, outras andam com muletas ou em cadeira de rodas; uns enxergam bem, outros enxergam pouco ou nada; uns aprendem mais depressa, outros são mais lentos; uns ouvem tudo e outros não ouvem nada ou quase nada e por isso têm dificuldades para se expressarem. Reconhecer e aceitar as diferenças demonstra amadurecimento.
Ser diferente, não é ser “anormal”. As diferenças expressam ritmos, processos e momentos diferentes de todos, e apontam para singularidade de cada um; pois cada um na sociedade, é único. As diferenças não justificam a discriminação, o preconceito e a exclusão. As oportunidades têm de ser iguais para todos. O respeito às diferenças, além de ser inerente a todo processo democrático, enriquece a convivência de todos e nos faz crescer como seres humanos.
21 de setembro é dia de luta pela equipação de oportunidades.
21 de setembro é dia de luta pelo respeito as diferenças.
Portando conclamamos todos, deficientes ou não, para essa luta contra exclusão e pelo exercício da cidadania plena.
*LEI Nº 11.133, DE 14 DE JULHO DE 2005 Institui o Dia Nacional de Luta da Pessoa com DeficiênciaDOU 15/07/2005
Fonte: http://avaped.blogspot.com.br
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Campanha de Valorização e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência é lançada no Dia Nacional de Luta, 21 de setembro
FAÇA PARTE DESSA CAMPANHA VOCÊ TAMBÉM
Cidade de Ourinhos, interior paulista, recebe o Memorial da Inclusão
Itinerante durante evento que acontece entre os dias 18 e 28 de setembro
A exposição “Memorial da Inclusão: Os
Caminhos da Pessoa com Deficiência” visitará a cidade de Ourinhos, localizada a
sudoeste do Estado, para lançar a Campanha de Valorização e Defesa dos Direitos
da Pessoa com Deficiência denominada “Olha Eu Aqui”. O evento será de 18 a 28
de setembro e tem apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência.
Além da versão itinerante do Memorial
da Inclusão, que mostrará documentos sobre a trajetória de luta e conquistas de
pessoas com deficiência, haverá também apresentações teatrais com o grupo da
Associação de Assistência ao Deficiente Físico (AADF) e da Associação dos Pais
e Amigos dos Excepcionais (APAE), além de palestras que abordarão temas
relativos a área da pessoa com deficiência.
Na programação consta “Lei de Cotas e
Empregabilidade”, em mesa-redonda apresentada por Dra. Enielce Vigna de
Oliveira, advogada e ex-chefe da Receita Federal; Daniele Aparecida Pariz
Trintinalia, assistente social e coordenadora do Projeto Empregabilidade –
APAE; e Altair José Sousa Gomes, gerente de RH.
Também haverá o Seminário “Inclusão
da Pessoa com Deficiência sob a égide da Convenção dos Direitos da Pessoa com
Deficiência”, apresentada pela jornalista Maria Isabel da Silva, gestora de
Comunicação Institucional da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência de São Paulo. Ambos, mesa-redonda e seminário acontecem em 21 de
setembro, Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
Confira a Programação
18 de setembro – Local: Biblioteca
Municipal
10h – Abertura da Exposição “Memorial
da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência”
10h30 – Intervenção teatral com grupo
de teatro da AADF
11h – Abertura oficial da Campanha de
valorização e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência – “OLHA EU AQUI!”
19 de setembro – Local: Faculdade
Estácio de Sá
14h - Apresentação da peça Romeu e
Julieta
14h30 - Debate: “Mitos e verdades
sobre a pessoa com deficiência intelectual” – Participação de profissionais
especializados e familiares de pessoas com deficiência intelectual
20 de setembro – Local: Faculdade
Estácio de Sá
14h - Mesa redonda “Lei de Cotas e
Empregabilidade” – Participantes: Dra. Enielce Vigna de Oliveira, advogada e
ex-chefe da Receita Federal; Daniele Aparecida Pariz Trintinalia, assistente
social e coordenadora do Projeto Empregabilidade – APAE; e Altair José Sousa
Gomes, gerente de RH
21 de setembro – Local: Faculdade
Estácio de Sá
14h - Apresentação de Coral de Surdos
14h30 – Seminário “Inclusão da pessoa
com deficiência sob a égide da Convenção dos Direitos da Pessoa com
Deficiência” – Palestrante: Maria Isabel da Silva, gestora de Comunicação
Institucional da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
28 de setembro – Local: AERO –
Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ourinhos
18h – 2º AADFest Ourinhos – Retirar
convite para evento na AADF – Rua Independência, 230, Vila Odilon
Informações: (14) 3324-5416
Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1061
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Unesp cria sistema motorizado para cadeiras de rodas
| Sistema permite à cadeira suportar até 90 quilos e chegar a mais de 30 km/h Foto: Divulgação/Julio Oliveto |
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) criaram um sistema de automotor de tração que permite a um usuário de cadeira de rodas enfrentar um trecho de subida com até 40% de inclinação. A tecnologia envolve uma terceira roda dianteira com baterias. O custo é baixo. A redução prevista é de até 60% em relação a produtos similares importados.
O sistema foi desenvolvido como resultado do mestrado do aluno Júlio Oliveto Alves, em parceria com o professor Victor Orlando Gamarra-Rosado. Segundo os inventores, o equipamento desmontável é de fácil instalação em qualquer modelo de cadeira de rodas e pode ser utilizado em diferentes tipos de terrenos, mas exclusivamente em ambientes externos. Suporta até 90 quilos e pode chegar a mais de 30 km/h. Nos trechos de subida, a velocidade é reduzida a 5 km/h.
— Dados recentes do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde indicam que um bilhão de pessoas no mundo têm algum tipo de deficiência e, dessas, 80% vivem nos países em desenvolvimento, sendo que 20% em localidades pobres. Este invento tem como principal objetivo a inclusão social — defende Gamarra-Rosado.
Fonte: http://extra.globo.com
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Casal de brasileiros cria modelo original de atendimento ao autismo
| Argerimo Garcia e Mariene Maciel, autores do livro ‘Brincanto: autismo tamanho família’, e o filho deles, Gabriel Foto: Divulgação/Gabriela de Paula |
Luiz Fernando Vianna - O Globo
A cearense Fátima Dourado e o casal baiano Argemiro de Paula Garcia Filho e Mariene Martins Maciel se tornaram referência para pais de autistas de todo o Brasil. Depois que tiveram filhos com autismo, mergulharam em estudos sobre o assunto e criaram modelos originais de atendimento a pessoas que têm a síndrome — de fundo genético e caracterizada por dificuldades de comunicação, socialização e comportamento, atingindo cerca de 1% da população mundial.
Os modelos são explicados em dois livros que estão sendo lançados: “Autismo e cérebro social” (editora Premius), de Fátima, e “Brincanto: Autismo tamanho família” (Scortecci), de Argemiro e Mariene. Dois dos cinco filhos de sangue (há uma adotiva) de Fátima têm autismo. A médica inicia seu livro com um relato das angústias que passou com Giordano e Pablo, que estão hoje, respectivamente, com 32 e 28 anos, o que significa dizer que nasceram numa época em que a circulação de informações sobre o autismo era muito menor no Brasil. Em 1993, depois que Giordano foi afastado da escola onde estudava, Fátima criou com outras mães a Casa da Esperança, que atualmente cuida de 400 pessoas oriundas de todo o país.
— A Casa da Esperança foi a saída que encontrei para a total ausência de locais que recebessem meus filhos. As escolas não aceitavam crianças com autismo e não existiam profissionais preparados para o diagnóstico e o tratamento — conta Fátima, assinalando que a situação ainda não mudou no país tanto quanto deveria. — Infelizmente, a grande maioria das crianças e dos adultos não recebe tratamento adequado. O diagnóstico precoce e a intervenção correta podem mudar drasticamente o destino de uma criança com autismo. Geralmente elas precisam de fonoaudiologia, terapia ocupacional, terapia comportamental e acompanhamento médico. É fundamental, ainda, o acompanhamento especializado para que essa criança possa não apenas ser incluída, mas também permanecer na escola.
Há duas linhas gerais de tratamento: a comportamentalista, que procura treiná-los para que vivam em sociedade; e a relacional, que engloba terapias que apostam em caminhos mais lúdicos. Fátima e seu segundo marido, o psicólogo Alexandre Costa e Silva, sempre aplicaram elementos das duas linhas em suas experiências concretas. Em 2006, viram que o seu modelo multidisciplinar de atuação era semelhante ao Scerts (sigla para Social Communication Emotional Regulation Transactional Support), desenvolvido nos Estados Unidos.
— O Scerts é um meio termo entre abordagens muito prescritivas, que não deixam margem para que o indivíduo com autismo possa exercitar sua individualidade, e as muito facilitadoras — resume Fátima, ressaltando a importância de trabalhar desde cedo as questões comportamentais. — Os problemas de comportamento são as principais causas de afastamento de pessoas com autismo dos mundos da escola, do trabalho e das próprias famílias. Ensinar as crianças a se regularem emocionalmente é um importante passo para a sua inclusão na vida familiar e na comunitária.
Argemiro é geólogo e Mariene, jornalista. Depois que Gabriel, que hoje tem 19 anos, foi diagnosticado com autismo, eles correram para estudar o que estivesse ao alcance. Mas a intuição também teve papel decisivo.
— A cultura interiorana de Mariene era das crianças convivendo intensamente, brincando, aprendendo umas com as outras, as maiores cuidando das menores. Ela fez com Gabriel o que trazia de sua infância, brincando e cantando com ele e, também, trazendo-o para as atividades diárias, como lavar roupa e cozinhar — conta Argemiro, que coordena uma lista de discussão sobre autismo na internet.
Em 2003, a psicóloga brasileira Vera Juhlin, que vive na Suécia, sugeriu que o casal escrevesse um artigo sobre o que ela chamou de “jeito brasileiro de trabalhar com autistas”. Ele saiu no ano seguinte e deu partida na consolidação do modelo Brincanto. Mariene, então, já tinha estudado psicopedagogia. Ela trabalha em Salvador com pessoas que têm autismo, sobretudo de famílias carentes, experiência que relata no livro.
— O Brincanto é uma abordagem que explora os aspectos lúdicos para desenvolver a criança de acordo com o jeito de ser e os valores de sua família e sociedade. Brincando e cantando, a criança autista tem a possibilidade de construir sua própria compreensão do mundo — afirma Argemiro.
Ele, Mariene e Fátima são ferrenhos defensores da ideia que, ao menos em parte do dia, crianças com autismo precisam estudar em escolas regulares. Instituições que recusem essas crianças devem sofrer algum tipo de punição, argumentam. Uma política nacional para o autismo — até hoje inexistente — passaria por capacitar profissionais de educação e saúde, além de criar centros de referência em todos os Estados.
Fonte: http://extra.globo.com
sábado, 15 de setembro de 2012
Aparelho permite a cego 'enxergar com a língua'
Ler com a
língua
Um
equipamento pioneiro, desenvolvido nos Estados Unidos, promete ajudar pessoas
cegas a ler com a língua.
O
aparelho consiste em uma câmera acoplada a óculos especiais, que manda sinais
de luz para uma placa de eletrodos introduzida na boca. Esta placa dá pequenos
choques formando uma "imagem" sobre a língua.
Protótipo
caro
Segundo
os cientistas da Universidade de Pittsburgh, o equipamento funciona melhor com
pessoas que já tiveram a visão normal antes. Por isso, um dos primeiros
voluntários é um ex-soldado britânico que ficou cego após um ataque no Iraque.
O novo
aparelho poderá custar mais de US$ 15 mil.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Brasil quer 100% dos ônibus e táxis adaptados para a Copa e as Olimpíadas
O Brasil quer adaptar 100% da frota de ônibus e táxis do país para pessoas com deficiência. E o prazo é 2014, quando várias cidades vão sediar a Copa do Mundo de Futebol. A informação é do secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira. Ele está, em Nova York, participando da 5ª. Conferência dos Estados-Parte da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Antonio José Ferreira explicou como o governo pretende alcançar a meta de acessibilidade. “Com garantia para que as pessoas com deficiência possam ir e voltar dos estádios para sua residência com transportes. Sabemos que é um grande desafio, principalmente com as características de nosso país. Principalmente nos transportes. Temos que estar muito preocupados. Nos estádios, a gente consegue garantir a acessibilidade. Mas o problema é tornar todos a frota de ônibus acessíveis e os táxis acessíveis às pessoas com deficiência”.
Para Antonio José Ferreira, tornar os transportes acessíveis para a Copa do Mundo e as Olimpíadas é também uma questão de vontade política. “Nós já temos inclusive exemplos de cidades no Brasil que já contam com todos os ônibus acessíveis. Poderia destacar Uberlândia, Goiânia, Joinville, Campinas também tem avançado muito. Então são exemplos de cidades que já têm 95%, 98%, 100% da frota acessível. Então é uma prova de que quando o prefeito quer, quando se tem vontade política é possível conquistar isso aí”.
O secretário informou que aumentar a acessibilidade é o objetivo do programa Viver Sem Limite, lançado pela presidente Dilma Rousseff, em novembro passado.
Segundo Antonio José Ferreira está sendo inserida na pauta do governo, um plano de exoneração fiscal para que os empresários se sintam estimulados “a cada dia mais colocar ônibus acessível nas ruas do Brasil”.
Antônio José Ferreira disse ainda que até 2014, muitas questões já devem ter sido resolvidas. O governo também está trabalhando com as montadoras para incluir as funções de acessibilidade nos veículos.
Segundo as Nações Unidas, mais de 10% da população mundial vive com algum tipo de deficiências. De acordo com o Governo Brasileiro, 45 milhões de pessoas no país tem deficiência.
Fonte: Jornal do Brasil
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