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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

EU BRINCO TU BRINCAS E AS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA TAMBÉM BRINCAM



Este estudo tem como objetivo compreender o brincar de uma criança com paralisia cerebral no âmbito familiar. O interesse pela temática surgiu da minha experiência como mãe de uma criança especial, de uma menina especial. Esta experiência trouxe inúmeras indagações, mobilizou toda a família, fazendo com que nos informássemos e procurássemos alternativas para melhor cuidá-la e educá-la.

Brincar é gostoso
Brincando a gente aprende muitas coisas também.
Por exemplo, brincando a gente aprende a brincar!
A gente pode brincar pulando, correndo e até sentado.
A gente pode brincar com um anel ou com uma pedrinha no chão.
E com outras coisas mais.
Usando a cabeça a gente pode inventar uma brincadeira.
Usando as mãos a gente pode construir um brinquedo.
E usando os pés - o que a gente pode fazer? E as palavras?Será que a gente pode brincar com elas?
Eu brinco, você brinca, as galinhas brincam, as minhocas brincam..?...bem as minhocas, eu não sei se brincam, mas devem brincar ,sim, do jeito delas.

Luiz Camargo


fonte: http://apoiosocialbrasil.blogspot.com/2009/10/eu-brinco-tu-brincas-e-as-criancas.html
ilustração: estagiária Karla

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Brinquedo Comum, brincadeira adaptada - TODOS BRINCAMOS!!!



Crianças portadoras de deficiências podem brincar, a princípio, com quase qualquer brinquedo comum. Entretanto, a escolha de objetos com algumas características específicas, adaptações ou intervenções do adulto na brincadeira podem propiciar uma experiência lúdica mais proveitosa.

"O brinquedo da criança com deficiência física não precisa ser diferente daquele que o irmão, o primo ou o vizinho tem", diz Lina Silva Borges Santos, coordenadora da terapia ocupacional infantil da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). "Isso ajuda na auto-estima, porque a criança identifica os seus brinquedos com aqueles que estão em outros lugares."

"Os brinquedos não são especiais, mas a seleção deles é", diz a pedagoga Nylse Cunha, que trabalha com educação de portadores de necessidades especiais. "O brinquedo deve ser compatível com as possibilidades da criança. A seleção deve ser cuidadosa, para não provocar frustração."

Portanto, é fundamental conhecer a deficiência que a criança. "Devem-se considerar, mais que a idade, suas capacidades motoras, cognitivas e sensoriais e seus interesses", diz a terapeuta ocupacional Carla Cilene Baptista da Silva, doutora em psicologia pela USP.

Desenvolvedores de brinquedos para deficientes procuram integrar todas as crianças na brincadeira. A professora Marta Dischinger, da faculdade de arquitetura da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), aplica isso em uma disciplina optativa que ministra. Nela, projetam-se brinquedos para deficientes, para reabilitação ou inclusão. "Nós entramos em contato com as crianças e os terapeutas e, a partir disso, desenvolvemos os produtos", conta.

Para eles, os brinquedos são projetados para várias deficiências e também para não-deficientes. O jogo da memória em alto relevo, por exemplo, foi desenhado para que crianças com deficiência visual possam jogar com crianças com visão normal. "Cada um joga de acordo com o que pode", diz Dischinger.

Segundo Silva, crianças com deficiência mental moderada pode brincar com jogos de tabuleiro ou de regras. "Entretanto, elas podem precisar de mais tempo para compreender as regras ou de que se facilitem as regras originais."

O ambiente em que a criança brinca também oferece atenção especial. "Para deficientes mentais, o lugar deve ser tranqüilo, sem estímulos exagerados", aconselha Fátima Amatucci, coordenadora da área de educação da Apae-SP (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo).

Já para deficientes físicos, o foco é a capacidade de manipulação dos objetos. Pode ser necessário adequar espaço físico e posicionamento da criança, bem como os próprios brinquedos. Algumas crianças têm dificuldade de segurar objetos. Para elas, "é melhor dar brinquedos grandes, sem peças pequenas", diz Silva.

Para crianças cegas, os brinquedos devem estimular outros sentidos, que não sejam a visão: tato, olfato, audição, paladar. "80% de tudo o que uma criança aprende é através da visão. A criança cega não tem isso. Então é preciso dar acesso maior ao número de objetos do ambiente, principalmente os que ela não sabe para que servem", diz Mara Siaulys, presidente da Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual).

A partir de sua experiência com crianças cegas, Mara criou 109 brinquedos, sendo que uma parte são adaptações de brinquedos já existentes e outra são produtos especificamente para cegos (em braille). O restante é para todas as crianças. "Os brinquedos servem para todas as crianças, pois socialização e inclusão são nossos primeiros objetivos."

Fonte: Folha de São Paulo
Texto adaptado para divulgação no site da ABBri

obs.: quando lemos portadores de deficiências não podemos esquecer que trata-se de uma terminologia ultrapassada, pois, as crianças com deficiência não portão nada, eles tem uma deficiência.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Brinquedos Adaptados para Deficientes em Parquinhos

    
 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou em março/2011 a exigência de que playgrounds e parquinhos de todo o País tenham brinquedos adaptados para crianças com deficiência. A medida é prevista no Projeto de Lei 3750/08, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES).
    Na opinião da relatora, deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), o projeto vai permitir a socialização das crianças com deficiência junto com as demais. "A inclusão social da pessoa com deficiência demanda prioridade no planejamento e execução de políticas públicas", afirma.

Milhões de deficientes
    De acordo com a deputada, dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2000, mostram que 14,5 % da população brasileira tem alguma deficiência. "Isso representa cerca de 24,5 milhões de pessoas", calcula.
    Pelaes lembra ainda que, hoje, a maioria dos parques públicos não são adaptados para as crianças com deficiência. "Em muitos casos, essas crianças não podem nem contar com a ajuda dos pais porque muitos dos brinquedos não são acessíveis aos adultos", acrescenta.